Problemas da Raça Lulu da Pomerânia
Apesar de ser uma raça considerada bastante rústica, o Lulu da Pomerânia pode, sim, apresentar alguns problemas de saúde com moderada frequência. É importante destacar que a incidência dessas doenças varia muito de acordo com a linha de sangue, carga genética e, principalmente, com o cuidado do criador em relação ao aprimoramento genético.
Cães oriundos de canis que não se preocupam com seleção genética, saúde reprodutiva e estudo de hereditariedade tendem a apresentar mais problemas ao longo da vida. Por outro lado, vale ressaltar que nem todas as doenças possuem fundo genético. Muitas delas estão ligadas a manejo incorreto, alimentação inadequada e erros de manutenção no dia a dia.
Luxação Patelar
O que é?
A luxação patelar consiste no deslocamento anormal da patela (rótula) do joelho do cão. Trata-se de uma das doenças ortopédicas mais comuns em raças de pequeno porte, incluindo o Lulu da Pomerânia.
Como prevenir?
As causas podem ser genéticas ou adquiridas. O problema pode se agravar por excesso de peso, pisos muito lisos, falta de musculatura e impactos repetitivos. O controle rigoroso das linhas de sangue utilizadas em acasalamentos reduz significativamente a incidência da luxação patelar.
Como tratar?
A luxação patelar é classificada em quatro graus. Em casos mais leves, muitos cães vivem bem sem cirurgia. Nos graus II, III e IV, pode ser indicada correção cirúrgica, sempre associada a fisioterapia e acompanhamento veterinário.
Disfunções da Tireoide (Hiper ou Hipotireoidismo)
O que é?
São alterações na produção dos hormônios da tireoide, podendo ocorrer tanto excesso (hipertireoidismo) quanto deficiência (hipotireoidismo). Esses hormônios atuam diretamente no metabolismo do cão.
Os sintomas incluem alterações de pele, queda de pelos, apatia ou agitação excessiva, obesidade, perda de peso, depressão e irritabilidade.
Como prevenir?
As causas ainda não são totalmente claras, mas acredita-se que haja forte influência genética. Em alguns casos, o uso inadequado de medicamentos pode estimular o surgimento da doença.
Como tratar?
O tratamento é feito com reposição ou controle hormonal. É um processo contínuo, que exige exames frequentes e ajustes constantes na dosagem dos medicamentos.
Alergias
O que são?
Assim como nos humanos, problemas alérgicos são bastante comuns em cães. A alergia é uma resposta exagerada do sistema imunológico a determinados agentes.
Como prevenir?
Não existe uma prevenção absoluta. O mais importante é observar o cão e identificar possíveis agentes causadores das crises.
Como tratar?
As reações variam de leves a graves. Produtos de limpeza, alimentos, perfumes, picadas de insetos e até vacinas podem desencadear reações. Identificar e eliminar o agente causador é fundamental.
Problemas de Pele
Fungos
Problemas fúngicos são comuns em cães que tomam banho inadequadamente. Pelagem mal seca favorece o surgimento de falhas, vermelhidão, coceira e dermatites úmidas.
Oleosidade excessiva, caspa e seborréia
O excesso de oleosidade pode causar mau cheiro, alterar a textura do pelo e facilitar infecções. Dieta desbalanceada e rações de baixa qualidade são grandes vilãs.
Pele sensível
Mais comum em cães de cores claras, como brancos e cremes. Exige cuidado com exposição solar e uso criterioso de produtos tópicos.
Calvície (Alopecia)
A alopecia pode ter diversas causas: tosas indevidas, deficiência nutricional, alergias, fatores hormonais ou emocionais. O diagnóstico pode ser demorado e exige acompanhamento veterinário.
Cães muito abaixo do tamanho mínimo do padrão da raça (menos de 18 cm) podem apresentar problemas congênitos graves. Esses casos não representam a raça e geralmente estão ligados a criações irresponsáveis.
Problemas relacionados ao gene Merle afetam visão e audição, mas não são características da raça e sim do gene específico.
